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Archive for the 'Veneno' Category
Prova da Crise
Author: reanoComo prova da crise mundial, várias empresas já estudam atualizar seus logotipos pra se adequarem à crise mundial.
Retirado daqui.

read comments (0)Ele cresceu!
Author: reano
read comments (0)Quem não te conhece que te compre.
Author: reanoEngraçado. Eu me acho tão bom em entender às pessoas… Mas acho que eu me engano. O que são primeiras impressões?
Alguém diria, lá do fundo, que as impressões iniciais são as que ficam. Eu tenho sérias dúvidas sobre isso. Acho que as primeiras impressões servem para vermos o quanto somos levianos em levá-las em conta.
read comments (0)Reality
Author: reano
read comments (0)Ei você aí, me dá um dinheiro aí?
Author: reanoVou fazer um slideshow para você.
Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em
Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se
sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o
problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em
nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar a fome de quem já estava de barriga cheia.
Retirado daqui: http://www.boechat.com/tele/base/2008/10/ei_voce_ai_me_d.html
read comments (0)Intentionally blank
Author: reano
read comments (0)Inocência perdida
Author: reanoExistem linhas que jamais deveriam ser ultrapassadas
Uma vez do lado de lá, já era.
Pode-se retornar, sempre
Mas o lado de cá nunca mais será o mesmo.
As cores mudam.
Às vezes, ficam mais pálidas
Às vezes ficam mais fortes.
Mas existem coisas que mudam pra sempre.
Como esperar que uma flor desabrochada
Volte a ser semente?
Como esperar que, uma vez perdido o respeito,
A educação continue premente?
Como esperar que depois de morto
O defunto continue a ser chamado de gente?
Como voltar atrás
Se a inocência foi perdida pra sempre?
read comments (0)The Bubble Project
Author: reanoSite muito legal: The Bubble Project
read comments (0)A próxima
Author: reanoQue a melhor de todas seja sempre a próxima!
read comments (0)Idade da razão
Author: reano“Idade da razão é quando a gente faz as maiores besteiras sem ficar preocupado”
Por: Millôr Fernandes
read comments (0)Flor de Obsessão
Author: reanoPor: Nelson Rodrigues
- O adulto não existe. O homem é o menino perene.
- Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.
- A perfeita solidão há de ter pelo menos a presença numerosa de um amigo real.
- Amar é ser fiel a quem nos trai.
- Toda autocrítica tem a imodéstia de um necrológio redigido pelo próprio defunto.
- Só acredito na bondade que ri. Todo santo devia ser jucundo como um abade da Brahma.
- O brasileiro é um feriado.
- Os jardins de Burle Marx não têm flores. Têm gramados e não flores. Mas para que grama, se não somos cabras?
- A burrice é a pior forma de loucura.
- No Brasil quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte. O Otto Lara está certo. O mineiro só é solidário no câncer.
- O carioca é o único sujeito capaz de berrar confidências secretíssimas de uma calçada para outra calçada.
- Num casal, pior que o ódio, é a falta de amor.
- O amor entre marido e mulher é uma grossa bandalheira.
- Geralmente, o puxa-saco dá um marido e tanto.
- O carioca é um extrovertido ululante.
- As bodas de prata são, via de regra, uma festa cínica que finge comemorar um amor enterrado.
- O pior cego é o surdo. Tirem o som de uma paisagem e não haverá mais paisagem.
- Os que choram pouco, ou não choram nunca, acabarão apodrecendo em vida.
- Gosto do cigarro que me queime a garganta. O fumo suave não passa de um ópio de gafieira.
- Toda coerência é, no mínimo, suspeita.
- Desconfie da esposa amável, da esposa cordial, gentil. A virtude é triste, azeda e neurastênica.
- Sexta-feira é o dia em que a virtude prevarica.
- Numa simples ginga de Didi, há toda uma nostalgia de gafieiras eternas.
- Há homens que, por dinheiro, são capazes até de uma boa ação.
- Djalma Santos põe, no seu arremesso lateral, toda a paixão de um Cristo negro.
- A educação sexual só devia ser dada por um veterinário.
- Eu, como artista, se tivesse de escolher um epitáfio, optaria pelo seguinte: — “Aqui jaz Nelson Rodrigues, assassinado pelos imbecis de ambos os sexos”.
- Qualquer um de nós já amou errado, já odiou errado.
- Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer.
- Toda família tem um momento em que começa a apodrecer. Pode ser a família mais decente, mais digna do mundo. Lá um dia aparece um tio pederasta, uma irmã lésbica, um pai ladrão, um cunhado louco. Tudo ao mesmo tempo.
- A família é o inferno de todos nós.
- A fidelidade devia ser facultativa.
- O gordo só é cruel na mesa, diante do prato, com o guardanapo a pender-lhe do pescoço.
- D. Helder só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva.
- Na mulher, certas idades constituem, digamos assim, um afrodisíaco eficacíssimo. Por exemplo:— quatorze anos!
- O jovem só pode ser levado a sério quando fica velho.
- Hoje, a primeira noite é a centésima, a qüinquagésima. O casamento já é uma rotina antes de começar.
- O ser humano está mais para Lucho Gatica do que para Paul Valéry.
- O que se está fazendo aqui é uma música popular brasileira que não é popular, nem brasileira e vou além: — nem música.
- Aqui o branco não gosta do preto; e o preto também não gosta do preto.
- Amigos, eis uma verdade eterna: — o passado sempre tem razão.
- Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe.
- O pobre, para sobreviver, precisa da pornografia.
- O presidente que deixa o poder passa a ser, automaticamente, um chato.
- O ônibus apinhado é o túmulo do pudor.
- É impossível ser ridículo dentro de uma Mercedes.
- Num casamento, o importante não é a esposa, é a sogra. Uma esposa limita-se a repetir as qualidades e os defeitos da própria mãe.
- A pior forma de solidão é a companhia de um paulista.
- No Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio e, se quiserem acreditar, vaia-se até mulher nua.
- Uma dor de viúva dura 48 horas.
- Todo óbvio é ululante.
- Toda mulher gosta de apanhar. O homem é que não gosta de bater.
Frases selecionadas e organizadas por Ruy Castro, extraídas do livro “Flor de Obsessão“, Cia. das Letras – São Paulo, 1997
read comments (0)O que o destino reserva pra alguém que se casou no dia do aniversário de Nelson Rodrigues?
read comments (1)É proibido viajar
Author: reanoPor: Contardo Calligaris
A modernidade, que começou com a livre circulação, acaba proibindo a viagem
No episódio dos jovens pesquisadores brasileiros barrados em Madri, as autoridades espanholas agiram como se o cônsul-geral do Brasil contasse lorotas para facilitar o trânsito de imigrantes ilegais. O desrespeito justifica a “retaliação” brasileira.
No mais, a cada dia, as fronteiras do mundo (não só do primeiro) barram alguém que tenta viajar, sobretudo se for jovem, solteiro e sem as aparências de uma “vida feita”.
Ao atravessar uma fronteira, o passaporte prova que estamos em paz com a Justiça de nosso país. As outras nações devem decidir se somos hóspedes desejáveis. Nas últimas décadas, as “condições” para ser desejável se multiplicaram. Hoje, no caso da Espanha:
1) 70 por dia de permanência planejada;
2) passagem de volta marcada;
3) reserva de hotel, já pago;
4) para quem se hospedar com parentes, formulário preenchido pelos mesmos;
5) quem se desloca para trabalhar deve dispor de um contrato assinado.
Normas muito parecidas valem na maioria dos países.
O escândalo é que essas condições podem nos parecer “aceitáveis”. Afinal, qualquer Estado quer proteger o emprego de seus cidadãos impedindo a chegada de imigrantes não-autorizados, não é? Pois é, Michel Foucault é mesmo o pensador para os nossos tempos: o sistema social e produtivo dominante ordena nossas vidas furtivamente, convencendo-nos de que não há opressão, mas apenas necessidades “racionais”. Se achamos essas regras “aceitáveis”, é porque já adotamos a idéia de que, no nosso mundo, só é legítimo ter moradia fixa e profissão estável.
As pessoas com moradia fixa podem, quando elas dispõem dos meios necessários, adquirir uma passagem de ida e volta e sair de seu lar seguindo um programa pré-estabelecido -ou seja, podem ser, ocasionalmente, turistas.
Escárnio: prefere-se que os turistas sejam otários, pagando de antemão. Há uma pousada melhor da que estava prevista? Você quer encurtar a viagem? Pena, você já pagou. Mas isso é o de menos. Importa o seguinte. A modernidade, que começou com a circulação (livre ou forçada) de todos os agentes econômicos, acaba parindo, nem mais nem menos, a proibição da viagem. Como assim? Pois é, viajar não tem nada a ver com férias num resort ou com ser transportado de cidade em cidade para que os cicerones nos mostrem as coisas “memoráveis”.
Para começar, viajar é usar uma passagem só de ida.
- Quanto tempo você vai ficar?
- Não faço a menor idéia. Um dia? Três meses? Um ano?
- E você vai para onde?
- Não sei. Talvez eu curta uma pequena enseada, alugue um quarto numa casa de pescadores e fique comendo caranguejos com os pés na areia. Talvez, já no avião ou pelas ruas de Barcelona, eu me apaixone por uma holandesa, um russo ou uma argelina e os siga até o país deles, por uma semana ou um mês.
Se a paixão durar, ficarei por lá.
- E o dinheiro?
- Não sei, meu amigo. Toco violão, posso ganhar um trocado numa esquina ou no metrô. Também posso lavar pratos, ajudar na colheita, cortar lenha, lavar carros e vender pulôveres. E, se a coisa apertar, tenho endereços de parentes e conhecidos que nem sabem que estou viajando, mas não me recusarão uma sopa e um banho quente. Além disso, em Paris, quando fecha o mercado da rua Saint Antoine, sobram na calçada as frutas e as saladas que não foram vendidas; em São Paulo, Londres e Nova York, conheço dezenas de igrejas que oferecem um pão com manteiga; em Varanasi, ao meio dia, distribuem riso com curry e carne aos peregrinos.
Cem anos depois da invenção do passaporte com fotografia, chegamos nisto: uma ordem que só permite se movimentar para consumir férias ou para se relocar segundo os imperativos da produção.
As regras que barram o viajante expressam nossa própria miséria coletiva: perdemos de vez o sentimento de que a vida é uma aventura. Preferimos a vida feita à vida para fazer.
Para quem quiser ler sobre a história da documentação de viagem, uma sugestão: “Invention of the Passport: Surveillance, Citizenship and the State” (invenção do passaporte: vigilância, cidadania e o Estado), de Torpey, Chanuk e Arup (Cambridge University Press).
Para quem quiser viajar, outra sugestão: a mentira, num mundo opressivo, é uma forma aceitável de resistência.
read comments (0)O que é pirata?
Author: reano“Yo ho ho e uma garrafa de rum…” Estribilho de uma canção de piratas
Faz algum tempo que, ao assistir a DVDs, em casa, sou quase que literalmente obrigado a assistir aos trailers e comerciais que precedem o filme – pois o controle remoto não mais responde, como antes, ao comando de skip introductory shit. Claro que isso transgride a minha liberdade de consumidor e cidadão – mas quem se preocupa com isso, atualmente?
Um dos comerciais mais freqüentes – nessa veiculação obrigatória e clandestina no meu domicílio – mostra um pai de família que, semelhante a um pássaro que caçou uma gorda minhoca, traz ao seu lar um DVD pirata. Ao vangloriar-se do feito, ele é severamente repreendido por toda a família, liderada pelo filho.
Esta parece ser mais um filão da publicidade televisiva contemporânea: mostrar maridos e pais como perfeitos idiotas, diante das esposas e famílias. Há um – recente – em que o desventurado pater familias é agraciado, pela própria filha, com um nariz de palhaço, pelo crime de não saber que havia uma liquidação numa loja da moda…
Este comercial e outros, na TV, bem como os muitos anúncios veiculados no rádio e na imprensa, são assinados por presumíveis associações de indústrias ligadas a produtos protegidos por direitos autorais, como filmes, música e software de computação. Não é difícil imaginar as corporações gigantescas que devem estar por trás dessas bem-intencionadas associações.
Tenho pensado, contudo: o que, na verdade, é “pirata”? O DVD copiado artesanalmente, em casa, por pequenos empresários brasileiros? Aqueles fabricados industrialmente na China, sem pedir permissão aos seus donos?
O processador de texto gentilmente cedido pelo amigo ou o namorado…
Mais: qual é a diferença essencial entre um CD pirata e um produto farmacêutico “genérico”, coisa aprovadíssima pelos nossos governos (e que quase elegeu o ex-ministro da saúde de FHC à presidência)? Sabem de uma coisa? Nenhuma.
As patentes e os direitos civis dos laboratórios que desenvolveram a droga foram simplesmente atropelados. E é muito tênue a linha que distingue um produto de consumo tradicional – de marca conhecida – de um outro que fica ao seu lado, na prateleira, e ostenta a “marca própria” da rede de supermercados. Em muitos casos, são produzidos pelo mesmo fabricante e oferecidos com embalagem e preço diferentes – não raramente, como resultado de uma “proposta irrecusável” por parte do varejista.
Até que ponto, a imitação, o produto copiado, o plágio e o sucedâneo não se tratam de ações de legítima defesa que a própria sociedade cria, diante dos cartéis e dos monopólios? Ou idealistas manifestações da desobediência civil, preconizada por gente grande como Thoreau e Gandhi?
Tai uma idéia que me faz sonhar com um Brasil novo, em que haja linhas aéreas piratas, telefones celulares piratas, empresas de água, luz e telefone piratas e – quem sabe – um governo pirata, que se mantenha no poder unicamente pelos próprios méritos e pela satisfação que proporcione aos cidadãos-clientes.
Texto retirado da edição de hoje do jornal Propaganda e Marketing, por J. R. Whitaker Penteado. Quem quiser conferir a versão original, acesse: http://www.propmark.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=43768&sid=26
read comments (1)Guilhotina com acessibilidade
Author: reanoPorque todos devem ter direitos iguais.

read comments (0)Sinceridade
Author: reano
Sinceridade? Quem está preparado pra ela? Você? Me prove.
A realidade é que vivemos num eterno mis en scene de que somos sinceros. Viver em sociedade significa e sempre significará abrir mão dos próprios desejos e vontades. Abrir mão da sinceridade de se dizer o que se pensa.
Isso soa cruel ou radical? Talvez seja mesmo. A verdade é que o velho ditado que entoa que “nossa liberdade começa onde termina a do outro” é mais atual que nunca.
Ser sincero em demasia seria abrir espaço para falar e ouvir o que as pessoas acham mesmo, sem meias palavras, sem hipocrisia, sem rodeios.
Cada um dentro de sua interpretação e entendimento do mundo ou melhor, de sua própria interpretação da realidade, o que nada mais é do que a própria realidade para cada um de nós.
Se eu estaria preparado para tudo isso? É claro que não.
Você estaria?
read comments (1)Diogo “Mala” Mainardi
Author: reano
No reveillon eu li uma entrevista do citado mala em uma das últimas edições da Playboy ou da VIP, não me recordo bem. O que eu me lembro é do citado sujeito criticando duramente o Chico Buarque.Bem, na minha opinião (que não é solitária), Chico Buarque é um dos maiores compositores contemporâneos que o Brasil possui.
Fazendo um breve pesquisa na internet pra escrever este texto, vi que é paixão antiga. Ele já destilava seu veneno publicamente contra o Chico desde 98, pelo menos.
Quem é Diogo Mainardi? Um jornalista cuja boca aberta fede. Um cara que eu nunca vi elogiar ninguém. Um wannabe Arnaldo Jabor (com a diferença que o Arnaldo Jabor é inteligente e já contribuiu pra cultura nacional com alguns belos filmes).
Ora, volte a Veneza e fique por lá, senhor Mainardi. Seus textos não farão falta por aqui. A Veja, que já não prima por qualidade jornalística e imparcialidade, ficaria um pouco menos ruim sem você.
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