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	<title>descartavel.info &#187; Poesia</title>
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		<title>descartavel.info</title>
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	<itunes:category text="Society &#38; Culture" />
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		<title>_tempestade</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 17:18:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[houve outra noite de tempestade. eu,  dominada pelo que fui e não posso deixar de ser, corri para fora no meio da noite e abri os braços para tocar os raios. o céu e eu éramos um (raios e braços, água e olhos, vento e respiração) relâmpago girando pelo jardim - foi outra vez assim. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>houve outra noite de tempestade.<br />
eu,  dominada pelo que fui<br />
e não posso deixar de ser,<br />
corri para fora<br />
no meio da noite<br />
e abri os braços para tocar os raios.</p>
<p>o céu e eu éramos um<br />
(raios e braços,<br />
água e olhos,<br />
vento e respiração)</p>
<p>relâmpago girando pelo jardim -<br />
foi outra vez assim.</p>
<p>depois dessa noite<br />
veio de novo o destino brincar comigo.<br />
convidou-me outra vez a dançar,<br />
em volta do fogo,<br />
a dança que muda tudo.</p>
<p>em volta do fogo o corpo se lembra:<br />
a velha feiticeira é livre.</p>
<p>eu danço<br />
confusa e encantada.</p>
<p><em><strong>Por: Mercedes Gameiro</strong></em></p>
<p><em><strong>Tirado daqui: <a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/05/tempestade.html" target="_blank">http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/05/tempestade.html</a></strong></em></p>
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		<title>Envelhecer</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 22:10:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando crescemos não cabemos mais nas mesmas roupas, quando envelhecemos não cabemos mais nos mesmos lugares. Tirado daqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando crescemos<br />
não cabemos mais nas mesmas roupas,<br />
quando envelhecemos<br />
não cabemos mais nos mesmos lugares.</p>
<p><span style="color: #999999;"><em>Tirado <a href="http://issoeavida.blogspot.com/2010/03/envelhecer.html" target="_blank">daqui</a>.</em></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bailar</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 14:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela gostava dos esconderijos, dos dizeres impossíveis. Teve de amar pelo oculto, das poesias mais missais, de um pecado fingidor. Conseguiu exprimir dos objetos secos e opacos o mínimo necessário para jorrar essência. Era uma dança soprada, uma alma revelada sem carne. Foi vento dissecado pela esquina da contramão. Quando, de certo, perdeu-se na curva [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela gostava dos esconderijos, dos dizeres impossíveis. Teve de amar pelo oculto, das poesias mais missais, de um pecado fingidor. Conseguiu exprimir dos objetos secos e opacos o mínimo necessário para jorrar essência. Era uma dança soprada, uma alma revelada sem carne. Foi vento dissecado pela esquina da contramão. Quando, de certo, perdeu-se na curva e esvaiu-se por inocência do credo, não soube ler quiromancia mas soube decifrar bem a sentença da ausência. Ausência aquela que de tanto existir nunca soube se ter.</p>
<p>Retirado da <a title="Minha Alma" href="http://danymorreale.blogspot.com/2010/02/bailar.html" target="_blank">Minha Alma</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>REDUNDÂNCIAS</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2010/02/21/redundancias/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 01:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Ferreira Gullar Ter medo da morte é coisa dos vivos o morto está livre de tudo o que é vida Ter apego ao mundo é coisa dos vivos para o morto não há (não houve) raios rios risos E ninguém vive a morte quer morto quer vivo mera noção que existe só enquanto existo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por: Ferreira Gullar</em></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman', Times, serif;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span><br />
</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman', Times, serif; font-size: medium;">Ter medo da morte</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman', Times, serif; font-size: medium;">é coisa dos vivos<br />
o morto está livre<br />
de tudo o que é vida</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman', Times, serif; font-size: medium;">Ter apego ao mundo<br />
é coisa dos vivos<br />
para o morto não há<br />
(não houve)<br />
raios rios risos</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: 'Times New Roman', Times, serif;"><span><span>E ninguém vive a morte<br />
quer morto quer vivo<br />
mera noção que existe<br />
só enquanto existo</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman', Times, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong><em><br />
</em></strong></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Soneto</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2009/12/18/soneto/</link>
		<comments>http://www.descartavel.info/2009/12/18/soneto/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 20:49:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Mario de Andrade, 1937 Aceitarás o amor como eu o encaro?&#8230; &#8230; Azul bem leve, um nimbo, suavemente Guarda-te a imagem, como um anteparo Contra estes móveis de banal presente. Tudo o que há de melhor e de mais raro Vive em teu corpo nu de adolescente, A perna assim jogada e o braço, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Mario de Andrade, 1937</p>
<p>Aceitarás o amor como eu o encaro?&#8230;<br />
&#8230; Azul bem leve, um nimbo, suavemente<br />
Guarda-te a imagem, como um anteparo<br />
Contra estes móveis de banal presente.</p>
<p>Tudo o que há de melhor e de mais raro<br />
Vive em teu corpo nu de adolescente,<br />
A perna assim jogada e o braço, o claro<br />
Olhar preso no meu, perdidamente.</p>
<p>Não exijas mais nada. Não desejo<br />
Também mais nada, só te olhar, enquanto<br />
A realidade é simples, e isto apenas.</p>
<p>Que grandeza&#8230; a evasão total do pejo<br />
Que nasce das imperfeições. O encanto<br />
Que nasce das adorações serenas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Ano Novo</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2009/12/17/ano-novo/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 11:54:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Carlos Drummond de Andrade Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo. Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. Para ganhar um Ano Novo que mereça este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por: Carlos Drummond de Andrade</em></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para ganhar um Ano Novo</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">que mereça este nome,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">você, meu caro, tem de merecê-lo,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">tem de fazê-lo novo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Eu sei que não é fácil,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">mas tente, experimente, consciente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">É dentro de você que o Ano Novo</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">cochila e espera desde sempre.</div>
<p>Para ganhar um Ano Novo</p>
<p>que mereça este nome,</p>
<p>você, meu caro, tem de merecê-lo,</p>
<p>tem de fazê-lo novo.</p>
<p>Eu sei que não é fácil,</p>
<p>mas tente, experimente, consciente.</p>
<p>É dentro de você que o Ano Novo</p>
<p>cochila e espera desde sempre.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Experience</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2009/09/29/experience/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 19:54:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[By: Aldous Husley &#8220;Experience is not what happens to you. It is what you do with what happens to you.&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>By: Aldous Husley</em></p>
<p><strong>&#8220;Experience is not what happens to you. It is what you do with what happens to you.&#8221;</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Combo &#8211; by David Ellis &amp; Blu</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2009/09/24/combo-by-david-ellis-blu/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 20:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Misc]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Videos]]></category>

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		<description><![CDATA[COMBO a collaborative animation by Blu and David Ellis (2 times loop) from blu on Vimeo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="400" height="227"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6555161&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6555161&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="227"></embed></object>
<p><a href="http://vimeo.com/6555161">COMBO a collaborative animation by Blu and David Ellis (2 times loop)</a> from <a href="http://vimeo.com/blu">blu</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Não sei que nome você daria a isso.</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2009/06/12/nao-sei-que-nome-voce-daria-a-isso/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 21:36:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Marçal Aquino “Têm sido assim meus dias. Sou mais feliz que 97,6% da humanidade, nas contas do professor Schianberg. Faço parte de uma ínfima minoria, integrada por monges trapistas, alguns matemáticos, noviças abobadas e uns poucos artistas, gente conservada na calda da mansidão à custa de poesia ou barbitúricos. Um clube de dementes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por: Marçal Aquino<br />
</em></p>
<p>“Têm sido assim meus dias. Sou mais feliz que 97,6% da humanidade, nas contas do professor Schianberg. Faço parte de uma ínfima minoria, integrada por monges trapistas, alguns matemáticos, noviças abobadas e uns poucos artistas, gente conservada na calda da mansidão à custa de poesia ou barbitúricos. Um clube de dementes de categorias variadas, malucos de diversos calibres. Gente esquisita, que vive alheia nas frestas da realidade. Só assim conseguem entregar-se por inteiro àquilo que consagraram como objeto de culto e devoção. Para viver num estado de excitação constante, confinados num território particular, incandescente, velado aos demais. Uma reserva de sonho contra tudo o que não é doce, sutil ou sereno. É o mais próximo da felicidade que podemos experimentar, sustenta Schianberg.<br />
Não sei que nome você daria a isso.<br />
Bem, não importa muito, chame do que quiser.</p>
<p>Eu chamo de amor.”</p>
<p><em>Retirado de &#8220;Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios&#8221;, p. 229.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Para Juliana</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2009/05/19/para-juliana/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 14:47:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Imune Você me imuniza. Você me protege de amores insanos, de amores menores, de acertos e enganos. Você me imuniza. Se inocula em meu corpo cada vez que me beija. Você me imuniza, cada vez que me deixa entrar em você com seu jeito quente e manso com seus carinhos que ardem e machucam, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Imune</strong><br />
Você me imuniza.</p>
<p>Você me protege de amores insanos,<br />
de amores menores,<br />
de acertos e enganos.</p>
<p>Você me imuniza.<br />
Se inocula em meu corpo cada vez que me beija.</p>
<p>Você me imuniza,<br />
cada vez que me deixa entrar em você<br />
com seu jeito quente e manso<br />
com seus carinhos que ardem e machucam,<br />
que perfuram e esquentam<br />
que transbordam e explodem<br />
e por fim<br />
acalmam.</p>
<p>Você me protege de loucuras e de chamas,<br />
de jogos e de tramas<br />
e dores.</p>
<p>Você me imuniza de todos os amores<br />
que não sejam o seu<br />
de porres e fossas que não  sejam por você<br />
de ausências, demoras<br />
Você me imuniza de tudo</p>
<p>porque você domina meu todo<br />
percorre com seu cheiro o meu corpo<br />
e não deixa espaço<br />
pra mais parte ou todo nenhum.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Desejo, loucura, devaneio</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2009/04/10/desejo-loucura-devaneio/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 16:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse talvez seja o segredo de conseguir as coisas: o desejo Há que desejar intensamente, com desvario e sandice no fundo do peito Seja vencer um jogo, conquistar uma mulher ou escrever um bom livro Só um desejo absoluto, uma loucura sã, é que nos faz alcançar um grande feito A certeza de correr atrás [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<pre>Esse talvez seja o segredo de conseguir as coisas: o desejo
Há que desejar intensamente, com desvario e sandice no fundo do peito
Seja vencer um jogo, conquistar uma mulher ou escrever um bom livro
Só um desejo absoluto, uma loucura sã, é que nos faz alcançar um grande feito

A certeza de correr atrás de um sonho que se encontra distante
O desejo que move, que empurra, que te comanda atrás do que parece inviável
Seja a presença, o olhar ou o cheiro da pessoa mais importante
Que te abraça, que te chama, que se mostra a pessoa mais afável</pre>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A love like that</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2009/03/12/ffffound/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 15:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[img]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img.ffffound.com/static-data/assets/6/a5f88b896b4dfcd819acc204dd159660eba4eb6c_m.jpg" /></p>
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		<title>Let Forever Be &#8211; Chemical Brothers</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 23:45:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Videos]]></category>

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		<description><![CDATA[Vídeo por: Michel Gondry Música por: Chemical Brothers How does it feel like, to wake up in the sun. How does it feel like, to shine on everyone. How does it feel like, to let fovever be. How does it feel like, to spend a little lifetime sitting in the gutter. Scream out sympathy. How [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Vídeo por: Michel Gondry</em></p>
<p><object width="425" height="335" data="http://xml.truveo.com/eb/i/288230384828149009/a/58ef677afb89fc040e3dec6de7dd6c26/p/1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="flashvars" value="autoPlay=0" /><param name="src" value="http://xml.truveo.com/eb/i/288230384828149009/a/58ef677afb89fc040e3dec6de7dd6c26/p/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><em>Música por: Chemical Brothers</em></p>
<p>How does it feel like, to wake up in the sun.<br />
How does it feel like, to shine on everyone.<br />
How does it feel like, to let fovever be.<br />
How does it feel like, to spend a little lifetime sitting in the gutter.<br />
Scream out sympathy.</p>
<p>How does it feel like, to sail on the breeze.<br />
How does it feel like, to spend a little lifetime sitting in the gutter.<br />
Scream out sympathy.</p>
<p>How does it feel like, to make it happening.<br />
How does it feel like, to breathe with everything.<br />
How does it feel like, to let forever be.<br />
How does it feel like, to spend a little lifetime sitting in the gutter.<br />
Scream out sympathy.</p>
<p>How does it feel like, to be a crystal fiend<br />
How does it feel like, to spend a little lifetime sitting in the gutter.<br />
Scream out sympathy.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Prova da Crise</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 02:06:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Misc]]></category>
		<category><![CDATA[Pastilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Veneno]]></category>
		<category><![CDATA[Videos]]></category>

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		<description><![CDATA[Como prova da crise mundial, várias empresas já estudam atualizar seus logotipos pra se adequarem à crise mundial. Retirado daqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como prova da crise mundial, várias empresas já estudam atualizar seus logotipos pra se adequarem à crise mundial.</p>
<p><em>Retirado <a href="http://www.photobasement.com/recession-definitely-a-rofl-picture/" target="_blank">daqui</a>.</em></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-210" title="funnyreccesion" src="http://www.descartavel.info/wp-content/uploads/2009/01/funnyreccesion.jpg" alt="funnyreccesion" width="500" height="333" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Caminhos II</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 18:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Raul Seixas Assim como Todas as portas são diferentes Aparentemente Todos os caminhos são diferentes Mas vão dar todos no mesmo lugar Sim O caminho do fogo é a água Assim como O caminho do barco é o porto O caminho do sangue é o chicote Assim como O caminho do reto é o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por: Raul Seixas</em></p>
<p>Assim como<br />
Todas as portas são diferentes<br />
Aparentemente<br />
Todos os caminhos são diferentes<br />
Mas vão dar todos no mesmo lugar<br />
Sim<br />
O caminho do fogo é a água<br />
Assim como<br />
O caminho do barco é o porto<br />
O caminho do sangue é o chicote<br />
Assim como<br />
O caminho do reto é o torto<br />
O caminho do risco é o sucesso<br />
Assim como<br />
O caminho do acaso é a sorte<br />
O caminho da dor é o amigo<br />
O caminho da vida é a morte</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Canto Para Minha Morte</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 18:37:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Raul Seixas Eu sei que determinada rua que eu já passei Não tornará a ouvir o som dos meus passos. Tem uma revista que eu guardo há muitos anos E que nunca mais eu vou abrir. Cada vez que eu me despeço de uma pessoa Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por: Raul Seixas</em></p>
<p>Eu sei que determinada rua que eu já passei<br />
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.<br />
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos<br />
E que nunca mais eu vou abrir.<br />
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa<br />
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez<br />
A morte, surda, caminha ao meu lado<br />
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar&#8230;</p>
<p>Com que rosto ela virá?<br />
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?<br />
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?<br />
Na música que eu deixei para compor amanhã?<br />
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?<br />
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,<br />
E que está em algum lugar me esperando<br />
Embora eu ainda não a conheça?</p>
<p>Vou te encontrar vestida de cetim,<br />
Pois em qualquer lugar esperas só por mim<br />
E no teu beijo provar o gosto estranho<br />
Que eu quero e não desejo, mas tenho que encontrar<br />
Vem, mas demore a chegar.<br />
Eu te detesto e amo morte, morte, morte<br />
Que talvez seja o segredo desta vida<br />
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida</p>
<p>Qual será a forma da minha morte?<br />
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.<br />
Existem tantas&#8230; Um acidente de carro,<br />
O coração que se recusa abater no próximo minuto,<br />
A anestesia mal aplicada,<br />
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida<br />
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,<br />
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio&#8230;</p>
<p>Oh morte, tu que és tão forte,<br />
Que matas o gato, o rato e o homem.<br />
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar<br />
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva<br />
E que a erva alimente outro homem como eu<br />
Porque eu continuarei neste homem,<br />
Nos meus filhos, na palavra rude<br />
Que eu disse para alguém que não gostava<br />
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite&#8230;</p>
<p>Vou te encontrar vestida de cetim,<br />
Pois em qualquer lugar esperas só por mim<br />
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar<br />
Vem, mas demore a chegar.<br />
Eu te detesto e amo morte, morte, morte<br />
Que talvez seja o segredo desta vida<br />
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Elegia</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2008/09/11/elegia-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 21:18:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Caetano Veloso Deixa que minha mão errante adentre Em cima, em baixo, entre. Minha América, minha terra à vista Reino de paz se um homem só a conquista. Minha mina preciosa, meu império Feliz de quem penetre o teu mistério. Liberto-me ficando teu escravo Onde cai minha mão, meu selo gravo. Nudez total: todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por: Caetano Veloso</em></p>
<p>Deixa que minha mão errante adentre<br />
Em cima, em baixo, entre.<br />
Minha América, minha terra à vista<br />
Reino de paz se um homem só a conquista.<br />
Minha mina preciosa, meu império<br />
Feliz de quem penetre o teu mistério.<br />
Liberto-me ficando teu escravo<br />
Onde cai minha mão, meu selo gravo.<br />
Nudez total: todo prazer provém do corpo<br />
(Como a alma sem corpo) sem vestes.<br />
Como encadernação vistosa<br />
Feita para iletrados, a mulher se enfeita.<br />
Mas ela é um livro místico e somente<br />
A alguns a que tal graça se consente<br />
É dado lê-la.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Elegia</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2008/09/11/elegia/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 21:10:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Rogério Rochlitz Se minhas mãos erguem-se em prece É quando ainda te desconhecem. Mas se ao contrário, sem pressa, Te perseguem É pra que jamais em vão se esqueçam Que as leis que regem nossos corpos As mesmas são que as dos celestes Provam-no os raios do Sol Recolhendo-se aos seus postos Quando surge [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por: Rogério Rochlitz</em></p>
<p>Se minhas mãos erguem-se em prece<br />
É quando ainda te desconhecem.<br />
Mas se ao contrário, sem pressa,<br />
Te perseguem<br />
É pra que jamais em vão se esqueçam<br />
Que as leis que regem nossos corpos<br />
As mesmas são que as dos celestes<br />
Provam-no os raios do Sol<br />
Recolhendo-se aos seus postos<br />
Quando surge o brilho recoberto<br />
Por tuas vestes<br />
Pois tal como um astro e outro em flerte<br />
As rotas não escolhem<br />
Assim me vi, cumprindo,<br />
No ato de eleger-te<br />
A sina de girar em torno a ti</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Inocência perdida</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2008/09/11/inocencia-perdida/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 18:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Veneno]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem linhas que jamais deveriam ser ultrapassadas Uma vez do lado de lá, já era. Pode-se retornar, sempre Mas o lado de cá nunca mais será o mesmo. As cores mudam. Às vezes, ficam mais pálidas Às vezes ficam mais fortes. Mas existem coisas que mudam pra sempre. Como esperar que uma flor desabrochada Volte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem linhas que jamais deveriam ser ultrapassadas<br />
Uma vez do lado de lá, já era.</p>
<p>Pode-se retornar, sempre<br />
Mas o lado de cá nunca mais será o mesmo.</p>
<p>As cores mudam.<br />
Às vezes, ficam mais pálidas<br />
Às vezes ficam mais fortes.</p>
<p>Mas existem coisas que mudam pra sempre.</p>
<p>Como esperar que uma flor desabrochada<br />
Volte a ser semente?</p>
<p>Como esperar que, uma vez perdido o respeito,<br />
A educação continue premente?</p>
<p>Como esperar que depois de morto<br />
O defunto continue a ser chamado de gente?</p>
<p>Como voltar atrás<br />
Se a inocência foi perdida pra sempre?</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Acrilic on Canvas</title>
		<link>http://www.descartavel.info/2008/09/11/acrilic-on-canvas/</link>
		<comments>http://www.descartavel.info/2008/09/11/acrilic-on-canvas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 17:13:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>reano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Renato Russo É saudade, então E mais uma vez De você fiz o desenho mais perfeito que se fez Os traços copiei do que não aconteceu As cores que escolhi entre as tintas que inventei Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos De um dia sermos três Trabalhei você em luz e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por: Renato Russo</em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-104" title="merello-the_breasts_of_the_latin_woman" src="http://www.descartavel.info/wp-content/uploads/2008/09/merello_the_breasts_of_the_latin_woman.jpg" alt="" width="400" height="548" /></p>
<p>É saudade, então<br />
E mais uma vez<br />
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez<br />
Os traços copiei do que não aconteceu<br />
As cores que escolhi entre as tintas que inventei<br />
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos<br />
De um dia sermos três<br />
Trabalhei você em luz e sombra</p>
<p>E era sempre, Não foi por mal<br />
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste<br />
Sempre as mesmas desculpas<br />
E desculpas nem sempre são sinceras<br />
Quase nunca são</p>
<p>Preparei a minha tela<br />
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar<br />
A armação fiz com madeira<br />
Da janela do seu quarto<br />
Do portão da sua casa<br />
Fiz paleta e cavalete<br />
E com lágrimas que não brincaram com você<br />
Destilei óleo de linhaça<br />
Da sua cama arranquei pedaços<br />
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes<br />
E fiz, então, pincéis com seus cabelos<br />
Fiz carvão do baton que roubei de você<br />
E com ele marquei dois pontos de fuga<br />
E rabisquei meu horizonte</p>
<p>E era sempre, Não foi por mal<br />
Eu juro que não foi por mal<br />
Eu não queria machucar você<br />
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez</p>
<p>E era sempre, sempre o mesmo novamente<br />
A mesma traição</p>
<p>Às vezes é difícil esquecer:<br />
&#8220;Sinto muito, ela não mora mais aqui&#8221;<br />
Mas então, por que eu finjo<br />
Que acredito no que invento?<br />
Nada disso aconteceu assim<br />
Não foi desse jeito<br />
Ninguém sofreu<br />
É só você que me provoca essa saudade vazia<br />
Tentando pintar essas flores com o nome<br />
De &#8220;amor-perfeito&#8221;<br />
E &#8220;não-te-esqueças-de-mim&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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