Archive for the 'Pastilhas' Category

Questions and answers

Author: reano
23.06.2008

Sometimes the questions are complicated and the answers are simple.

Por: Theodor Seuss

First Duty

Author: reano
16.05.2008

Por: Thomas Jefferson

“The first duty of a patriot is to question the government.”

“O primeiro dever de um patriota é questionar o governo.”

cavamneto

Author: reano
08.05.2008


Mais no cersibon.

Heart

Author: reano
03.05.2008

I give my heart to you

A próxima

Author: reano
29.04.2008

Que a melhor de todas seja sempre a próxima!

Decisão

Author: reano
25.04.2008

Mesmo quando decidimos não tomar uma decisão, ainda assim estamos tomando uma decisão.

A vírgula

Author: reano
08.04.2008

Idade da razão

Author: reano
07.04.2008

“Idade da razão é quando a gente faz as maiores besteiras sem ficar preocupado”

Por: Millôr Fernandes

Flor de Obsessão

Author: reano
04.04.2008

Por: Nelson Rodrigues

- O adulto não existe. O homem é o menino perene.

- Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.

- A perfeita solidão há de ter pelo menos a presença numerosa de um amigo real.

- Amar é ser fiel a quem nos trai.

- Toda autocrítica tem a imodéstia de um necrológio redigido pelo próprio defunto.

- Só acredito na bondade que ri. Todo santo devia ser jucundo como um abade da Brahma.

- O brasileiro é um feriado.

- Os jardins de Burle Marx não têm flores. Têm gramados e não flores. Mas para que grama, se não somos cabras?

- A burrice é a pior forma de loucura.

- No Brasil quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte. O Otto Lara está certo. O mineiro só é solidário no câncer.

- O carioca é o único sujeito capaz de berrar confidências secretíssimas de uma calçada para outra calçada.

- Num casal, pior que o ódio, é a falta de amor.

- O amor entre marido e mulher é uma grossa bandalheira.

- Geralmente, o puxa-saco dá um marido e tanto.

- O carioca é um extrovertido ululante.

- As bodas de prata são, via de regra, uma festa cínica que finge comemorar um amor enterrado.

- O pior cego é o surdo. Tirem o som de uma paisagem e não haverá mais paisagem.

- Os que choram pouco, ou não choram nunca, acabarão apodrecendo em vida.

- Gosto do cigarro que me queime a garganta. O fumo suave não passa de um ópio de gafieira.

- Toda coerência é, no mínimo, suspeita.

- Desconfie da esposa amável, da esposa cordial, gentil. A virtude é triste, azeda e neurastênica.

- Sexta-feira é o dia em que a virtude prevarica.

- Numa simples ginga de Didi, há toda uma nostalgia de gafieiras eternas.

- Há homens que, por dinheiro, são capazes até de uma boa ação.

- Djalma Santos põe, no seu arremesso lateral, toda a paixão de um Cristo negro.

- A educação sexual só devia ser dada por um veterinário.

- Eu, como artista, se tivesse de escolher um epitáfio, optaria pelo seguinte: — “Aqui jaz Nelson Rodrigues, assassinado pelos imbecis de ambos os sexos”.

- Qualquer um de nós já amou errado, já odiou errado.

- Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer.

- Toda família tem um momento em que começa a apodrecer. Pode ser a família mais decente, mais digna do mundo. Lá um dia aparece um tio pederasta, uma irmã lésbica, um pai ladrão, um cunhado louco. Tudo ao mesmo tempo.

- A família é o inferno de todos nós.

- A fidelidade devia ser facultativa.

- O gordo só é cruel na mesa, diante do prato, com o guardanapo a pender-lhe do pescoço.

- D. Helder só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva.

- Na mulher, certas idades constituem, digamos assim, um afrodisíaco eficacíssimo. Por exemplo:— quatorze anos!

- O jovem só pode ser levado a sério quando fica velho.

- Hoje, a primeira noite é a centésima, a qüinquagésima. O casamento já é uma rotina antes de começar.

- O ser humano está mais para Lucho Gatica do que para Paul Valéry.

- O que se está fazendo aqui é uma música popular brasileira que não é popular, nem brasileira e vou além: — nem música.

- Aqui o branco não gosta do preto; e o preto também não gosta do preto.

- Amigos, eis uma verdade eterna: — o passado sempre tem razão.

- Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe.

- O pobre, para sobreviver, precisa da pornografia.

- O presidente que deixa o poder passa a ser, automaticamente, um chato.

- O ônibus apinhado é o túmulo do pudor.

- É impossível ser ridículo dentro de uma Mercedes.

- Num casamento, o importante não é a esposa, é a sogra. Uma esposa limita-se a repetir as qualidades e os defeitos da própria mãe.

- A pior forma de solidão é a companhia de um paulista.

- No Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio e, se quiserem acreditar, vaia-se até mulher nua.

- Uma dor de viúva dura 48 horas.

- Todo óbvio é ululante.

- Toda mulher gosta de apanhar. O homem é que não gosta de bater.


Frases selecionadas e organizadas por Ruy Castro, extraídas do livro “
Flor de Obsessão“, Cia. das Letras – São Paulo, 1997

Author: reano
03.04.2008

O que o destino reserva pra alguém que se casou no dia do aniversário de Nelson Rodrigues?

Author: reano
03.04.2008

I never guess. It is a capital mistake to theorize before one has data. Insensibly one begins to twist facts to suit theories, instead of theories to suit facts.

Por: Arthur Conan Doyle (Sherlock Holmes)

Livre tradução:

Eu nunca suponho. É um erro crasso criar teorias antes de ter dados. Sem rodeios, as pessoas começam a distorcer os fatos pra sustentar as teorias, ao invés de de ter teorias que sustentam os fatos.

Amai-vos

Author: reano
29.02.2008

Por: Gibran Kahlil Gibran

Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um grilhão.

Que haja, antes, um mar ondulante
entre as praias de vossa alma.

Enchei a taça um do outro,
mas não bebais da mesma taça.

Dai do vosso pão um ao outro,
mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos,
e sede alegres,

mas deixai
cada um de vós estar sozinho.

Assim como as cordas da lira
são separadas e,
no entanto,
vibram na mesma harmonia.

Dai vosso coração,
mas não o confieis à guarda um do outro.

Pois somente a mão da Vida
pode conter vosso coração.

E vivei juntos,
mas não vos aconchegueis demasiadamente.

Pois as colunas do templo
erguem-se separadamente.

E o carvalho e o cipreste
não crescem à sombra um do outro. 

Viva

Author: reano
20.02.2008

 Por: Norman Cuisins

A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nos enquanto vivemos.

Author: dani
18.02.2008

 

 

Meu Amigo, não sou o que pareço. O que pareço é apenas uma vestimenta cuidadosamente tecida, que me protege de tuas perguntas e te protege da minha negligência.
Meu Amigo, o Eu em mim mora na casa do silêncio, e lá dentro permanecerá para sempre, despercebido, inalcançável.
Não queria que acreditasses no que digo nem confiasses no que faço – pois minhas palavras são teus próprios pensamentos em articulação e meus feitos, tuas próprias esperanças em ação.
Quando dizes: “O vento sopra do leste”, eu digo: “Sim, sopra mesmo do leste”, pois não queria que soubesses que minha mente não mora no vento, mas no mar.
Não podes compreender meus pensamentos, filhos do mar, nem eu gostaria que compreendesses. Gostaria de estar sozinho no mar.
Quando é dia contigo, meu Amigo, é noite comigo. Contudo, mesmo assim falo do meio-dia que dança sobre os montes e da sombra de púrpura que se insinua através do vale: porque não podes ouvir as canções de minhas trevas nem ver minhas asas batendo contra as estrelas – e eu prefiro que não ouças nem vejas. Gostaria de ficar a sós com a noite.
Quando ascendes a teu Céu, eu desço ao meu Inferno – mesmo então chamas-me através do abismo intransponível, “Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada”, e eu te respondo: “Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada” – porque não gostaria que visses meu Inferno. A chama queimaria teus olhos, e a fumaça encheria tuas narinas. E amo demais meu Inferno para querer que o visites. Prefiro ficar sozinho no Inferno.
Amas a Verdade, e a Beleza, e a Retidão. E eu, por tua causa, digo que é bom e decente amar essas coisas. Mas, no meu coração rio-me de teu amor. Mas não gostaria que visses meu riso. Gostaria de rir sozinho. Meu Amigo, tu és bom e cauteloso e sábio. Tu és perfeito – e eu também, falo contigo sábia e cautelosamente. E, entretanto, sou louco. Porém mascaro minha loucura. Prefiro ser louco sozinho: Meu Amigo, tu não és meu Amigo, mas como te farei compreender? Meu caminho não é o teu caminho. Contudo juntos marchamos, de mãos dadas”.

. Gibran Khalil Gibran .

Poesia Diária

Author: reano
13.02.2008

Por Waldir Argento

Poesia diária
quando tu passas
do meu lado
e quase te toco.

E sinto teu cheiro
e vejo tua boca
e curto teu riso!

Poesia diária,
quando tu falas
e fico calado,
pareço um tolo.

E parado, perdido…
Imagino teu sexo.
Imagino o improvável,
O imprevisto…

Me visto, te assisto,
invisto no nada
pra colher bons fluídos,
teus fluídos que não conheço.

Alvoroço, pedaço de universo,
soluço que imagino sentir
em versos que hão de vir
por teu corpo, por teu corpo.

Poesia diária,
quando chego atrasado
e o chefe me olha ressabiado
mas não vejo nada, só teu tudo.
E quando recebo a bronca, nem ligo!
Se fosse pra ligar, ligaria pra ti.
Teu número consta no meu celular
mas cadê coragem pra te telefonar?
Outro não? Não!

Poesia diária é teu sorriso!
Poesia diária que não tenho,
mas não ligo, não ligo!
Desligo, me desligo
do mundo, de tudo,
do teu sorriso…
Consigo?

Think different

Author: reano
13.02.2008

Here’s to the crazy ones.
The misfits.
The rebels.
The troublemakers.
The round pegs in the square holes.
The ones who see things differently.
They’re not fond of rules.
And they have no respect for the status quo.
You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them.
About the only thing you can’t do is ignore them.
Because they change things.
They push the human race forward.
And while some may see them as the crazy ones,
We see genius.
Because the people who are crazy enough to think
they can change the world,
Are the ones who do.

Author: dani
12.02.2008

E então o súbito silêncio dentro de mim. Como se de repente o vazio se preenchesse de vozes caladas, e tudo que restasse fosse um breve eco imaginário dos murmúrios ditos no ouvido, encostando de leve os lábios pra causar arrepios.Era tarde quando morri. O céu mareado por nuvens amarelecidas pelos últimos raios que se atreviam pelo lado de cá. Senti simplesmente minha alma se desprender e pairar sobre meu corpo quieto. Era o espelho meu corpo deitado sob minha sombra invisível. Um espelho um pouco distorcido que exibia meu rosto petrificado numa expressão estranha. Tentei agrupar meus últimos pensamentos antes de deixar meu corpo. Mas foram muitos. E eram pensamentos interrompidos por suspiros de arrependimento.Senti a leveza e percebi que eu não era nada além de uma partícula pensante, um feixe de luz imaginário, um nada solto como aquelas pequenas partículas que pairam numa faixa de luz solar. E senti falta de meu corpo, quis voltar pra ele.Mergulhei rapidamente pelo lado direito da minha têmpora buscando o lugar dentro de mim que me acenderia outra vez, que me tornaria novamente um ser de carne, osso, coração. Mas não havia nada. Só escuridão. Nenhum som, nenhuma pequena fração de luz, de calor, de vida. Era só uma pedaço de carne sem vida. Tudo que restava de mim agora era esse fio de pensamento, sem direção e sem conhecimento que o levasse dali.Decidi permanecer junto ao meu corpo, enquanto ele ali estivesse. Logo alguém o encontraria e por um instante tentei imaginar a reação da pessoas. Não. Eu não gostaria de presenciar a cena da descoberta de meu corpo sem vida. Ou esperar enquanto alguém me despia e limpava e vestia de maneira apropriada para o funeral. E passar todas aquelas horas humilhantes ao lado do meu corpo sendo observado minuciosamente pelos amigos e parentes que chorariam, rezariam, e sairiam dali para continuar com suas próprias vidas dentro de seus corpos cheios de calor e movimento.Incrível. Realmente eu havia morrido. Estava ali estacionada um pouco acima de meu peito, verificando de perto que eu tinha as sobrancelhas por fazer. Será que alguém se lembraria de ajeitá-las para o velório? Meus cabelos estavam soltos, espalhados pelo piso frio do banheiro. Por que mesmo eu teria deixado que eles chegassem a esse comprimento? Eu usava uma camisola curta de flores pequenas coloridas. Meus óculos de leitura estavam meio tortos, mas continuavam encaixados no meu nariz. Minhas unhas bem feitas e em minha mão um frasco pequeno. Ah sim, as pílulas haviam acabado. As malditas pílulas que me manteriam viva, dentro desse corpo aí, do qual eu já começava a me distanciar.Sim, não sentia mais que aquele corpo me pertencia ou que aquela figura bizarra e descomposta no chão tinha sido eu algum dia. Seria eu esse mesmo pensamento solto no ar se tivesse habitado um outro corpo? Sentia-me feminina como sempre e não achei provável naquele momento que eu pudesse encarnar um corpo masculino. Ou um cão. Ou uma planta qualquer.Pensei então nas pessoas que eu amava. Elas me amariam da mesma forma se eu tivesse outra cor de pele, outros cabelos, outro corpo? Teria sido eu tão feliz e tão triste com outra aparência quanto fui com essa estendida bem à minha frente?E então me ocorreu a inutilidade de minha existência.Eu era agora um mero pensamento solto no ar, com todo o conhecimento adquirido em minha vida contido nele, nesse nada flutuante. E não consegui distinguir minhas pegadas pelo mundo. Não consegui naquele momento enxergar as marcas que eu deveria ter deixado, boas ações. Mas meus erros eram bem visíveis. Todos eles. Do primeiro ao último. E me senti muito só naquele silêncio. Pensei que se eu pudesse voltar faria tudo diferente. E começaria a mudar minha vida daquele momento em diante.

11.02.2008

Para os romanos. ‘gaudium, ii’ significava alegria, satisfação, regozijo. Terencio dizia ‘lacrimare gaudio’ para expressar ‘chorar de alegria’, e Cícero, ‘gaudiis exultare’, com o sentido de estar transbordante de alegria.

Nas línguas romances, o ditongo latino ‘au’ converteu-se com freqüência em ‘o’. Isto é mais evidente em francês, língua de ortografia mais tradicional, na qual se segue escrevendo ‘au’, mas se pronuncia ‘o’. Em espanhol e português, o grupo latino ‘di’ converteu-se em ‘z’.

As principais acepções de gozo em nossa língua são o sentimento de satisfação e prazer, posse ou uso de alguma coisa, como em “gozo de um direito”, “gozo de férias”. Gozar é ainda, em linguagem coloquial, brincar com alguém com provocações amistosas e também experimentar um orgasmo.

Children See Children Do

Author: reano
09.02.2008

Author: dani
06.02.2008

As cinzas
do dia
o isqueiro
o cinzeiro
confetes e beijos vazios
a quarta
a quinta
os dias seguintes
eu.
Você aí,
do lado de lá de mim,
no meu avesso,
meu direito,
acertos e erros,
meio e fim.
As idéias no ar,
o sol no chão,
por entre a sombra das folhas.
Os copos vazios,
cigarros sem chama,
corpos na cama
vazios
vazio
me chama.