Archive for October, 2008

Jealousy

Author: reano
31.10.2008

Por: Martin Solveig

I can’t stand the people after me
Don’t want anymore jealousy
They pretend to be my friend
They say this for ever
Al they set to give their hand
Any brand new comer

Ahaaa! They wanna put me down
Ahaaa! They let me hit the ground

Someone said that I like gamble
Mister, I don’t wanna rumble
Controversy in my head
They don’t seem to understand
I can’t feel my underarm
Don’t have time for paddy man

Ahaaa! Somebody set me free
Ahaaa! I’m tired of your sympathy

Ahaaa! Jealousy!

Don’t tell me I’m weaping out for you
Seem to me that your around or two
I don’t wanna argue look
You think I’m out my head
I guess I should thank you look
For the moment, I feel bad

Ahaa! You wanna put me down
Ahaa! Jealous when I found

You tell me that that I had my time
Left the golden ages behind
I am ready to take it easy
Even if you’re talking vain
I don’t wanna hear you baby
Bang bang here I come again

Ahaaa! Somebody set me free
Ahaaa! I’m tired of your sympathy

Ahaaa! Jealousy!

Let’s make a brand new start
Open up your mind
Get rid of some of this this jealousy
It’s fire in me
For all this jealousy!

Somebody help me!
Somebody! Somebody! Somebody!
Stop this jealousy!

Ahaaa! Jealousy!

Always Something Better

Author: reano
30.10.2008

Por: Trentemøller feat. Richard Davis

I’m taking nothing for granted
Open up, just speak to me
We’re not going anywhere like this
So would you rather clench your fists and fight it out?

We’ve failed
It’s just what we deserved
And for these two years of our lives
Not worth discussion, no excuses, not a word

You’ve told me all that I needed
Broken glances make it clear
You’ve made a mess so clear it up
But count me out, I’ve had enough, I’m out of here

We’ve changed
We never had our love
You had a fantasy to live
And for a while I seemed to fit, but time is up

Always something better round the corner
And you work for it
Now you get your fix
There’s always something better
There’s always something better
(There’s always something better)
There’s always something better
(Always something better)
There’s always something better
There’s always something, always something better

We’ve changed
We never had our love
You had a fantasy to live
And for a while I seemed to fit, but time is up

Always something better round the corner
And you work for it
Now you get your fix
There’s always something better round the corner
And you work for it
Now you get your fix
There’s always something better round the corner
And you work for it
Now you get your fix

28.10.2008

Por: Frank Sinatra

I’ve got you under my skin
I’ve got you deep in the heart of me
So deep in my heart, that you’re really a part of me
I’ve got you under my skin

I’ve tried so not to give in
I’ve said to myself this affair never will go so well
But why should I try to resist, when baby will I know than well
That I’ve got you under my skin

I’d sacrifice anything come what might
For the sake of having you near
In spite of a warning voice that comes in the night
And repeats, repeats in my ear

Don’t you know you fool, you never can win
Use your mentality, wake up to reality
But each time I do, just the thought of you
Makes me stop before I begin
’cause I’ve got you under my skin

Put Your Records On

Author: reano
28.10.2008

Por: Corinne Bailey

Three little birds, sat on my window.
And they told me I don’t need to worry.
Summer came like cinnamon
So sweet,
Little girls double-dutch on the concrete.

Maybe sometimes, we’ve got it wrong, but it’s alright
The more things seem to change, the more they stay the same
Oh, don’t you hesitate.

Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.

You’re gonna find yourself somewhere, somehow.

Blue as the sky, sunburnt and lonely,
Sipping tea in the bar by the roadside,
(just relax, just relax)
Don’t you let those other boys fool you,
Got to love that afro hair do.

Maybe sometimes, we feel afraid, but it’s alright
The more you stay the same, the more they seem to change.
Don’t you think it’s strange?

Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.

You’re gonna find yourself somewhere, somehow.

‘Twas more than I could take, pity for pity’s sake
Some nights kept me awake, I thought that I was stronger
When you gonna realise, that you don’t even have to try any longer?
Do what you want to.

Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.

Girl, put your records on, tell me your favourite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.

Oh, you’re gonna find yourself somewhere, somehow

Nothing is for real

Author: reano
28.10.2008

Por: John Dahlback

When you’re close to me
It makes me feel unreal
Is this make belive?
When you move your feet
And the body heat
Makes it seem real to me

’cause you…
You make me feel
Like nothing is for real

’cause you…
Make me feel
Like nothing is for real

When you’re on the floor
Makes me want much more
Let the beat go on
I can dance all night
If you’re in my sight
Boy you’re turning me on

’cause you…..
You make me feel
Like nothing is for real

Muito

Author: reano
27.10.2008

Por: Caetano Veloso

Eu sempre quis muito
Mesmo que parecesse ser modesto
Juro que eu não presto
Eu sou muito louco, muito
Mas na sua presença
O meu desejo
Parece pequeno
Muito é muito pouco, muito

Broto você é muito, muito
Broto você é muito, muito

Eu nunca quis pouco
Falo de quantidade e intensidade
Bomba de hidrogênio
Luxo para todos, todos
Mas eu nunca pensei
Que houvesse tanto
Coração brilhando
No peito do mundo louco
Gata você é muito
Broto você é massa, massa

24.10.2008

Engraçado. Eu me acho tão bom em entender às pessoas… Mas acho que eu me engano. O que são primeiras impressões?

Alguém diria, lá do fundo, que as impressões iniciais são as que ficam. Eu tenho sérias dúvidas sobre isso. Acho que as primeiras impressões servem para vermos o quanto somos levianos em levá-las em conta.

24.10.2008

SAUDADE é  quando o momento tenta fugir da recordação para aparecer de novo e não consegue.

RECORDAÇÃO é quando, sem autorização, o teu pensamento torna a mostrar um episódio.

ANGÚSTIA é um  nó muito bem apertado no meio da tranquilidade.

PREOCUPAÇÃO é como uma cola que não deixa sair do teu pensamento aquilo que nem sequer aconteceu.

INDECISÃO é quando você sabe muito bem o que quer, mas parece que você deveria optar por outra coisa.

SEGURANÇA é quando a idéia se cansa de procurar e pára.

INTUIÇÃO é quando o teu coração dá um salto ao futuro e regressa imediatamente.

PRESSENTIMENTO é quando passa pela tua mente o “trailer” de um filme que pode muito bem nem acontecer.

VERGONHA é um pano preto que você deseja que te cubra naquele momento.

ANSIEDADE é quando os  minutos parecem intermináveis para que você consiga o que quer.

INTERESSE é um sinal de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

SENTIMENTO é a língua que o coração usa quando necessita mandar alguma mensagem.

RAIVA é quando o leão que vive em ti mostra os dentes.

TRISTEZA é uma mão gigante que aperta o coração.

FELICIDADE é um momento que não tem pressa nenhuma.

AMIZADE é  compartilhar a vida com aqueles que você ama, por mais diferentes que eles sejam.

CULPA é quando você está convencido que  podia ter feito algo diferente, mas nem sequer tentou.

LUCIDEZ é um acesso de  loucura ao contrário.

RAZÃO é quando o cuidado aproveita que a emoção esteja dormindo e toma o comando.

VONTADE é um desejo que nos incentiva a fazer novas descobertas.

PAIXÃO é quando, apesar da  palavra “perigo”, o desejo chega e se instala.

AMOR é quando o resto da tua vida não é  suficiente para compartilhar com essa pessoa tão especial.

Lusco-fusco

Author: reano
20.10.2008

Lusco-fusco é o momento de transição entre o dia e a noite, ou seja o crepúsculo vespertino e o crepúsculo matutino. Pode significar ainda, por extensão do significado, meia claridade, disfarce, dissimulação, indivíduo mulato. Deriva de dois adjetivos latinos: luscus = que vê só de um olho, vesgo, que enxerga mal. + fuscus = fosco, escuro, pardo, gado de cor esfumaçada (No Brasil). A palavra lusco-fusco apareceu em documento em 1543.

17.10.2008

Por: Marçal Aquino


O rapaz e a moça entraram na pousada e, de um jeito tímido, ele perguntou o preço da diária. O velho Lilico informou e o rapaz e a moça trocaram um olhar em que faiscaram jóias de diversos tamanhos. A maior delas era a cumplicidade.

Enquanto o rapaz preenchia a ficha de entrada, a moça se afastou um pouco para examinar melhor o quadro na parede — e pude vê-la por inteiro.

Era muito bonita. Tinha os cabelos e a pele claros. Alta, magra, ossos salientes nos ombros. Estava no mundo há pouco mais de uma década e meia e, com certeza, alguém que recusara já havia escrito poemas desesperados pensando nela. Ou cortado os pulsos — o que é quase a mesma coisa.

Embora não merecesse, o quadro recebeu toda sua atenção por alguns instantes. Era uma pintura ordinária. Eu já tivera a oportunidade de analisá-la durante as longas tardes em que a chuva me impedia de sair para caminhar pela cidade. Uma cidade habitada, fora da temporada turística, por velhos, aposentados e hippies extemporâneos. Gente que tentava, de um jeito ou de outro, ser esquecida.

O quadro: penso que o artista havia experimentado um momento de genuína felicidade ao contemplar, em algum canto do país, aquelas montanhas, aquele prado, aqueles cavalos. E, generoso, decidira compartilhar esse momento com o resto da humanidade. Mas a verdade é que fracassara. A arte não é feita de boas intenções.

O olhar com que a moça se despediu — para sempre — daquela obra continha um pouco de piedade. E, com isso, ela me conquistou em definitivo.

O velho Lilico entregou a chave ao rapaz, que se voltou e sorriu para a moça. Seu ar era de alguém vitorioso. Mas sou capaz de apostar que a mão que ele juntou à dela, antes de subirem a escada de madeira, tinha a palma molhada de suor. Havia um princípio de rubor no rosto dela. Eram muito jovens e estavam vivendo um grande momento, mas não sabiam disso ainda. Essas coisas a gente só compreende depois.

Lilico deixou o balcão da recepção e foi até a copa, onde falou alguma coisa para Jair, um de seus empregados. Em seguida veio até a mesa que eu ocupava.

“Gosto de gente que chega para hospedar-se sem nenhuma bagagem”, ele comentou.

“E a felicidade que eles carregam, não conta?”, eu perguntei.

Ele examinou o tabuleiro, como se estivesse tentando rememorar a jogada que pretendia fazer antes de ser interrompido pela chegada do casal.

“Mandei o Jair levar uma garrafa de champanhe para eles. Cortesia da casa”.

“Fez bem”, eu disse.

“Gozado, sabe quem essa moça me lembrou?”

Eu disse: “Sei”.

“Acho que foram os olhos dela”, ele falou. “Muito parecidos.”

Retomamos o jogo e não falamos mais do casal. Eu, porém, continuei pensando neles. Num dia como aquele, anos antes, uma mulher, que entrava comigo num hotel bem diferente daquela pousada, me dissera: “Hoje eu vou te dar um presente muito especial”.

Um pouco depois da meia-noite interrompemos o jogo e o velho Lilico recolheu as peças e guardou o tabuleiro. E eu já estava no meio da escada, a caminho do meu quarto, quando ele perguntou:

“Você ainda pensa nela?”

“De vez em quando eu penso.”

“E por que você não vai atrás dela? Vocês dois ainda têm alguns anos pela frente.”

“A mágica não acontece duas vezes”, eu disse.

O velho Lilico balançou a cabeça.

“Você sabe que só em filme francês antigo o herói termina seus dias em hotéis vagabundos, escrevendo livros que nunca irá publicar”.

Eu me limitei a sorrir. Então ele me desejou “boa noite” e voltou para a recepção.

Eu subi a escada e, ao chegar ao corredor, parei diante da porta do quarto que o casal ocupava e tentei ouvir alguma coisa. Mas tudo estava silencioso. Entrei nó meu quarto e, enquanto me despia, pensei no velho Lilico. Ele tinha razão: ainda me restavam alguns anos pela frente. E essa era a pior parte da história.

Reality

Author: reano
15.10.2008

15.10.2008

Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em
Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se
sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o
problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em
nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar a fome de quem já estava de barriga cheia.

Retirado daqui: http://www.boechat.com/tele/base/2008/10/ei_voce_ai_me_d.html

Intentionally blank

Author: reano
15.10.2008

13.10.2008

Por Roberto Pompeu de Toledo

“Identificar no crash dos bancos americanos o fim de uma era é avançar sobre o futuro com os mesmos precários instrumentos dos operadores doidivanas de Wall Street”

Uma charge na revista New Yorker de algum tempo atrás mostrava um cidadão da Roma antiga que, ao datar um documento, faz um gesto de desconsolo e se lamenta: “Esqueci de novo! Pus a.C. em vez de d.C.“. Explicar a graça de uma piada é a melhor forma de desmoralizá-la, mas, vamos lá, abramos uma exceção. O romano cometia o mesmo erro, hoje tão comum, de ao emitir um cheque, no começo do ano, repetirmos a data do ano que terminou. No seu caso errara de era – em vez de “depois de Cristo”, escrevera “antes de Cristo” –, e é desse fato que a charge extrai seus efeitos. Como é que o diabo do romano podia saber que já estava na era do d.C., e não do a.C.? Aliás, como é que podia saber que na remota província da Judéia, por aqueles dias, nascera de uma obscura família um bebê destinado a se tornar a figura central de uma nova religião?

A charge se desdobra de um absurdo a outro. Mesmo que o romano tivesse consciência do nascimento do bebê, dificilmente adivinharia que a religião nele inspirada viria a tornar-se tão importante que dali a três séculos se tornaria a religião oficial do Império. E mesmo que tivesse consciência disso não poderia adivinhar que, passados mais alguns séculos, o domínio da nova religião seria tal que o próprio modo de contar o tempo seria dividido entre antes e depois do nascimento de seu personagem central. O romano da charge é um portento. É capaz de sacar contra o futuro com pontaria precisa e alcance de vários séculos.

Nos últimos dias, ao comentarem o crash do sistema financeiro americano, muitas foram as pessoas – e entre elas reputados especialistas em suas áreas – que anunciaram o fim de uma era. Seria o fim do liberalismo, do neoliberalismo, do capitalismo, de um certo capitalismo, da hegemonia americana, de um modo de vida, de um modo de encarar o mundo, talvez mesmo o fim do mundo – escolha-se o fim do que se quiser, mas que seria o fim muito grave e sério de alguma coisa, seria. Algumas pessoas anunciavam o fim de uma era por ideologia; elas não gostam do neoliberalismo, do capitalismo e da hegemonia americana, e prevêem seus fins por coincidir com seu desejo.

Outras – e estas são mais interessantes – o fazem pelo irresistível impulso de avançar o sinal da história. A sensação é muito boa. Equivale a nada menos do que subjugar o tempo, e tê-lo aos pés como a um gatinho manso. Vive-se a emocionante experiência de ver a história brotar do solo. É como se o turco que invadiu Constantinopla pudesse ter gritado aos companheiros naquele cruel ano de 1453: “Vamos logo, que estamos inaugurando a era moderna!”. Ou como se o transeunte que passou pela Rua Saint-Antoine, em Paris, no dia 14 de julho de 1789, e viu a turbamulta atacar a Bastilha, pudesse ter comentado com a mulher, ao voltar para casa: “Sabe o que eu vi hoje, querida? O início da era contemporânea”. Antecipar um marco histórico nos faz tão poderosos, no saque contra o futuro, quanto o romano da charge.

A isso se acrescenta o prazer de desafiar a monotonia do tempo. Todo dia é a mesma coisa: amanhece, entardece, anoitece. Vai-se ao trabalho, à noite vê-se televisão, dorme-se. Mas espera que aí vem bomba! Nada mais será como antes! Em sete anos, esta é a segunda vez que assistimos a uma chuva de profecias de uma nova era. A anterior foi no 11 de setembro de 2001. Nada também seria como antes. O que concretamente mudou foi que em Nova York não existem mais dois vistosos prédios. A guerra que se seguiu, contra o Iraque, foi uma prova de que tudo continuou tão igual que os Estados Unidos foram capazes de cometer o mesmo erro do Vietnã, envolvendo-se num conflito sem sentido e sem saída.

O problema é que a história é tão exasperadamente lenta em manifestar-se que só se percebem seus movimentos décadas ou séculos depois. Na vida real, é mais aceitável o transeunte da Rua Saint-Antoine ter comentado com a mulher que aquele dia 14 de julho não teve nada de mais, só um incidentezinho na Bastilha. Querer flagrar a história no próprio instante em que está dando o pinote é vão. Aliás, não existem pinotes. O que existem são convenções futuras em que se fincam os marcos das transições. Profetizar o fim de uma era é avançar sobre o futuro com os mesmos precários instrumentos dos operadores doidivanas de Wall Street.

Retirado daqui: http://arquivoetc.blogspot.com/2008/10/roberto-pompeu-de-toledo.html

07.10.2008

Trancoso é bom demais.

Caminhos II

Author: reano
04.10.2008

Por: Raul Seixas

Assim como
Todas as portas são diferentes
Aparentemente
Todos os caminhos são diferentes
Mas vão dar todos no mesmo lugar
Sim
O caminho do fogo é a água
Assim como
O caminho do barco é o porto
O caminho do sangue é o chicote
Assim como
O caminho do reto é o torto
O caminho do risco é o sucesso
Assim como
O caminho do acaso é a sorte
O caminho da dor é o amigo
O caminho da vida é a morte

Canto Para Minha Morte

Author: reano
04.10.2008

Por: Raul Seixas

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar…

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo, mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas… Um acidente de carro,
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio…

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite…

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Fly me to the moon

Author: reano
02.10.2008

Por: Frank Sinatra

Fly me to the moon
Let me play among the stars
Let me see what spring is like
On a-Jupiter and Mars
In other words, hold my hand
In other words, baby, kiss me

Fill my heart with song
And let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please be true
In other words, I love you

Fill my heart with song
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please be true
In other words, in other words
I love … you