Elegia

Author: reano
11.09.2008

Por: Caetano Veloso

Deixa que minha mão errante adentre
Em cima, em baixo, entre.
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista.
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério.
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo gravo.
Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes.
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita.
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la.


One Response to “Elegia”

  1. that´s mine too! Says:

    ok.
    maybe not.

    kisses, hun.